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Quem mexeu na minha carne?

Encontrar um relacionamento casual por aplicativo, a luta contra as desigualdades, extinção do canudinho de plástico, a força das redes sociais, enfim, é inegável que estamos vivendo um momento de transformação de hábitos e costumes. Como a gente disse no artigo Plástico: o inimigo público número 1, as regras do jogo mudaram, tanto no ambiente público quanto no corporativo. E para se adaptar as essas mudanças é preciso rebolar e dançar conforme a música. O que parecia ser uma moda passageira, mostrou que chegou para ficar. O vegetarianismo, um movimento que era associado a uma parcela seleta da população, como artistas e pensadores (entre eles, Brad Pitt, Albert Einstein, Tatá Werneck e Ariana Grande), hoje em dia, virou estilo de vida de grande parte da nossa sociedade. Para você ter uma ideia, em apenas seis anos o número de vegetarianos dobrou no Brasil. E, mesmo ainda estando mais presente nas classes mais abastadas, sua penetração tem sido cada vez maior nas classes populares. Ao todo, 14% da nossa população é adepta a essa dieta, chegando a 29,2 milhões de pessoas.

Mas o que isso tem a ver com os negócios?

Todo empreendedor sabe da importância em atender diferentes públicos. Ainda mais quando se trata de um consumidor que possui pouca oferta no mercado. Sim, nossas opções gastronômicas ainda focam muito em carnes vermelhas (como carne de vaca e porco). Pensando nisso, grandes cadeias mundiais estão tentando abocanhar essa fatia do mercado “que está dando sopa”, como é o caso do Burger King, do KFC e do Subway. Ainda são testes de olho no mercado global, mas alguns deles apresentam números significativos a ponto desses produtos passarem a integrar o menu oficial dessas redes e dos seus inúmeros franqueados.

Vale pontuar também que, o número de locais que fornecem comida saudável vem crescendo na mesma medida que as grandes redes de churrascaria vêm desaparecendo. Não é incomum encontrar versões vegetarianas de pratos clássicos da gastronomia nacional e internacional como, por exemplo, a feijoada e o strogonoff. Mas não para por aí. O amor aos bichos vai além da não ingestão dos mesmos. Marcas de cosméticos que fazem o teste dos seus produtos em animais vêm perdendo cada vez mais espaço. Os consumidores estão buscando o selo de cruelty-free (“sem crueldade”) antes de levar os seus produtos para o caixa, ou colocar no carrinho virtual. E quem não adere ao movimento acaba sofrendo boicote patrocinado por ativistas influenciadores. Isso acaba impactando negativamente no jeito que o mercado vê essas marcas, gerando prejuízo. A carne, diferente do canudinho de plástico, parece que ainda possui uma sobrevida nesse cenário atual, porém será cada vez mais comum encontrar nos cardápios opções a proteína animal, principalmente a carne vermelha (porco, ovelha, vaca, etc).

Estar de olho nesse movimento do mercado é primordial para quem não quer ficar preso no passado. Vale lembrar que o pequeno empresário que está atento aos movimentos dos grandes tubarões consegue se planejar e melhor estruturar seus próximos passos.


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